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Recorte 13: Análise de erros em interpolação polinomial

Erro na interpolação

  • O problema da interpolação garante que

Pn(xk)=f(xk),  k=0,1,…,n,P_n(x_k) = f(x_k), \ \ k = 0,1,\ldots,n,

para um polinômio Pn(x)P_n(x) interpolador de f(x)f(x) sobre um conjunto distinto de pontos x0,x1,…,xnx_0,x_1,\ldots,x_n.

  • O mesmo não é garantido para pontos x‾≠xk\overline{x} \neq x_k, isto é, nem sempre teremos Pn(x‾)=f(x‾)P_n(\overline{x}) = f(\overline{x})

  • Uma vez que Pn(x)P_n(x) aproxima f(x)f(x), um erro existe

  • Perguntas: quão boa é a aproximação feita por Pn(x)P_n(x)? Como ter ideia do erro cometido?

Ao se aproximar f(x)f(x) por Pn(x)P_n(x) (grau ≤n\leq n), comete-se um erro – Notemos que En(x‾)=0,∀x‾≠xkE_n(\overline{x}) = 0, \forall \overline{x} \neq x_k.

En(x)=f(x)−Pn(x),∀x∈[x0,xn]E_n(x) = f(x) - P_n(x), \qquad \forall x \in [x_0,x_n]

Teorema 1: Seja f(x)f(x) contínua em [a,b][a,b] e suponhamos que f(n+1)(x)f^{(n+1)}(x) exista para todo x∈(a,b)x \in (a,b). Se a≤x0<x1<x2<…<xn≤ba \leq x_0 < x_1 < x_2 < \ldots < x_n \leq b, então:

En(x)=f(x)−Pn(x)=(x−x0)(x−x1)(x−x2)…(x−xn)f(n+1)(ξx)(n+1)!,E_n(x) = f(x) - P_n(x) = (x-x_0)(x-x_1)(x-x_2) \ldots (x-x_n) \dfrac{ f^{(n+1)}(\xi_x) }{ (n+1)! },

onde x0<ξx<xnx_0 < \xi_x < x_n. O ponto ξx\xi_x depende de xx.

Majorante para o erro

  • A fórmula para o erro dada anteriormente tem uso prático limitado, pois f(n+1)(x)f^{(n+1)}(x) nem sempre sera conhecida, assim como a determinação de ξx\xi_x.

  • A fórmula exata tem relevância teórica, já que é usada na obtenção de estimativas de erro para as fórmulas de interpolação, diferenciação e integração numérica

  • Dois corolários do teorema anterior são importantes para se trabalhar com um majorante para o erro

Corolário 1: Sob as hipóteses do Teorema 1, se f(n+1)(x)f^{(n+1)}(x) for contínua em I=[x0,xn]I = [x_0, x_n], podemos escrever a seguinte relação

∣En(x)∣=∣f(x)−Pn(x)∣≤∣(x−x0)(x−x1)…(x−xn)∣Mn+1(n+1)!| E_n(x) | = | f(x) - P_n(x) | \leq | (x-x_0)(x-x_1) \ldots (x-x_n) | \dfrac{ M_{n+1} }{(n+1)!}

com

Mn+1=max⁡x∈I∣f(n+1)(x)∣.M_{n+1} = \max_{x \in I}| f^{(n+1)}(x) |.

Corolário: Se além das hipóteses do Corolário 1, os pontos forem igualmente espaçados, isto é, x1−x0=x2−x1=…=xn−xn−1=hx_1 - x_0 = x_2 - x_1 = \ldots = x_n - x_{n-1} = h, então

∣f(x)−Pn(x)∣<h(n+1)Mn+14(n+1)| f(x) - P_n(x) | < \dfrac{ h^{(n+1)}M_{n+1} }{ 4(n+1) }

O majorante independe de xx.

Estimativa para o erro

Se f(x)f(x) for dada na forma de tabela, o valor absoluto ∣En(x)∣| E_n(x) | pode ser apenas estimado, pois, neste caso, não é possível calcular Mn+1M_{n+1}; mas, se continuarmos a tabela de DDs até a ordem n+1n+1, poderemos usar o maior valor (em módulo) das DDs como uma aproximação para

Mn+1(n+1)!,[x0,xn].\dfrac{M_{n+1}}{(n+1)!}, \qquad [x_0,x_n].

Neste caso, dizemos que

∣En(x)∣≈∣(x−x0)(x−x1)…(x−xn)∣∣M∣,| E_n(x) | \approx | (x-x_0)(x-x_1) \ldots (x-x_n) | | M |,

para MM o valor máximo das DDs de ordem n+1n+1.