Erro na interpolação¶
Pn(xk)=f(xk), k=0,1,…,n, para um polinômio Pn(x) interpolador de f(x) sobre um conjunto distinto de pontos x0,x1,…,xn.
O mesmo não é garantido para pontos x=xk, isto é, nem sempre teremos Pn(x)=f(x)
Uma vez que Pn(x) aproxima f(x), um erro existe
Perguntas: quão boa é a aproximação feita por Pn(x)? Como ter ideia do erro cometido?
Ao se aproximar f(x) por Pn(x) (grau ≤n), comete-se um erro – Notemos que En(x)=0,∀x=xk.
En(x)=f(x)−Pn(x),∀x∈[x0,xn] Teorema 1: Seja f(x) contínua em [a,b] e suponhamos que f(n+1)(x) exista para todo x∈(a,b). Se a≤x0<x1<x2<…<xn≤b, então:
En(x)=f(x)−Pn(x)=(x−x0)(x−x1)(x−x2)…(x−xn)(n+1)!f(n+1)(ξx), onde x0<ξx<xn. O ponto ξx depende de x.
Majorante para o erro¶
A fórmula para o erro dada anteriormente tem uso prático limitado, pois f(n+1)(x) nem sempre sera conhecida, assim como a determinação de ξx.
A fórmula exata tem relevância teórica, já que é usada na obtenção de estimativas de erro para as fórmulas de interpolação, diferenciação e integração numérica
Dois corolários do teorema anterior são importantes para se trabalhar com um majorante para o erro
Corolário 1: Sob as hipóteses do Teorema 1, se f(n+1)(x) for contínua em I=[x0,xn], podemos escrever a seguinte relação
∣En(x)∣=∣f(x)−Pn(x)∣≤∣(x−x0)(x−x1)…(x−xn)∣(n+1)!Mn+1 com
Mn+1=x∈Imax∣f(n+1)(x)∣. Corolário: Se além das hipóteses do Corolário 1, os pontos forem igualmente espaçados, isto é,
x1−x0=x2−x1=…=xn−xn−1=h, então
∣f(x)−Pn(x)∣<4(n+1)h(n+1)Mn+1 O majorante independe de x.
Estimativa para o erro¶
Se f(x) for dada na forma de tabela, o valor absoluto ∣En(x)∣ pode ser apenas estimado, pois, neste caso, não é possível calcular Mn+1; mas, se continuarmos a tabela de DDs até a ordem n+1, poderemos usar o maior valor (em módulo) das DDs como uma aproximação para
(n+1)!Mn+1,[x0,xn]. Neste caso, dizemos que
∣En(x)∣≈∣(x−x0)(x−x1)…(x−xn)∣∣M∣, para M o valor máximo das DDs de ordem n+1.